Após uma primeira leitura do texto de Douglas Rushkoff, a reflexão inicial que se faz é de como os valores humanos perderam a ideia de humanidade para, assim, dar espaço a um discurso individualista. Baseando-se na parte em que diz "E se poucas pessoas conseguem escapar e de alguma forma sobreviver numa bolha em Marte [...] o resultado será menos a continuação da diáspora humana que um salva-vidas para a elite." temos a percepção de que o interesse dos grandes empresários, estes especificamente responsáveis em grande parte pelo avanço tecnológico mundial — o que implica também no avanço social, político etc. — não possui qualquer ideia de unificação, ou seja, não se baseia no investimento em ideias para que o mundo se torne um espaço melhor para todos, em seu lugar, assumem o "risco calculado" (CARSON, Ben - 2007) e concluem que a melhor opção é, ao invés de investir em ações que podem auxiliar o planeta à uma melhora — sob perspectiva do comunitário, global — aplicar medidas voltadas para a auto-conservação, o que nos leva mais uma vez ao distanciamento do ideal de coletivo. Em uma segunda leitura, posterior à análise em conjunto, observamos como o assunto pode abranger mais segmentos do cotidiano. Por exemplo, o modo como hoje se investe mais nas interações virtuais do que nas físicas, sejam elas em jogos, estudos ou até mesmo na comunicação, o que limita ,de certa forma, as relações humanas. E nós como reféns destas tecnologias, nos tornamos coniventes com essa nova filosofia anti-social, mesmo que de maneira indireta.
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